Como ter sucesso no lançamento de um novo produto

Mais cedo ou mais tarde, qualquer empresa que queira crescer terá que enfrentar um dos grandes desafios do mundo empresarial, principalmente quando já existem concorrentes estabelecidos no mercado: lançar um novo produto ou serviço.
Poucas empresas sabem exatamente como calcular a probabilidade de sucesso de um novo lançamento, por isso até hoje o assunto tem sido mais arte do que ciência, dominado pelo que podemos chamar de “Teorema de Chutágoras” – ninguém tem a mínima idéia de quanto exatamente vai vender o novo produto ou serviço. Aliás, raramente se sabe se ele sobreviverá, se terá sucesso e dará lucro. Lança-se e torce-se para que dê tudo certo. Às vezes dá, às vezes não dá, e depois que o barco afundou, todo mundo sabe porque.

O grande desafio, então, é evitar que ocorra novamente – poucas empresas hoje têm os recursos, o tempo e a energia necessários para desperdiçar em lançamentos mal-sucedidos. Precisamos de sucessos lucrativos, e rápido!

Os mais recentes trabalhos de diversos consultores dedicados à inovação, incluindo Adrian Slywotzky (autor de “Crescendo em Mercados Estagnados” – Ed. Campus) e Chris Zook (“Além das Fronteiras do Core Business” – Ed. Campus), porém, têm mostrado um caminho cada vez mais claro em termos de estratégias competitivas de crescimento, principalmente baseando-se em núcleos de competência (o famoso core competence, termo cunhado inicialmente por Gary Hamel e C.K. Prahalad).
O mais promissor desses estudos de inovação, e na minha opinião pessoal também o mais interessante, é o do Clayton Christensen, autor de “O Crescimento pela Inovação” (Ed. Campus). Christensen tem algumas definições muito interessantes e simples que podem nos ajudar a entender a lógica por trás da inovação e, no processo, aprimorar a qualidade e taxa de sucesso de novos lançamentos nas empresas:

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O bom atendimento depende do entendimento

Quando o bom atendimento depende do entendimento por Bernardo Canedo.

Em conseqüência do avanço tecnológico em que vivemos, é cada vez menor a diferença entre produtos concorrentes, eles tornaram-se mais baratos, mais acessíveis e, principalmente, mais parecidos. Isto nos leva a ampliar a discussão para outra esfera: se os produtos são cada vez mais parecidos, o que diferencia o argumento de vendedores concorrentes? Como um pequeno varejista consegue se manter no mercado, se na briga por preço o grande varejista leva vantagem? A resposta é simples: em um mundo de commodities, o diferencial está no atendimento.

O atendimento é a etapa do processo de venda mais difícil de ser replicada. Concorrentes podem construir lojas igualmente luxuosas ou simples, podem desenvolver formas mirabolantes de pagamento, podem querer um sorriso do vendedor e exigir um “obrigado” automático, mas não conseguem fabricar empatia.

A receita de um bom atendimento tem muitos ingredientes, mas invariavelmente passa pelo velho hábito de “pensar como cliente”. Esta atitude deveria estar acima dos objetivos de resultado da empresa: pensando como cliente, o vendedor se coloca no lugar do consumidor, entende as necessidades dele e, conseqüentemente, cria empatia. Cliente bem atendido desenvolve um vínculo emocional com a empresa e passa a recomendar a experiência ao seu círculo de conhecimento. Os resultados aparecem naturalmente.

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